Brasil enfrenta Dinamarca por um lugar na disputa do ouro do Mundial Feminino

Brasil enfrenta Dinamarca por um lugar na disputa do ouro do Mundial Feminino

Técnicos semifinalistas

Belgrado (SRB) - Com uma campanha histórica e de forma invicta, a Seleção Feminina de Handebol luta para subir mais um degrau rumo à uma medalha do Campeonato Mundial da Sérvia, nesta sexta-feira (20). O País conquistou pela primeira vez uma vaga nas semifinais da competição e, agora, enfrenta a Dinamarca em busca de um lugar na grande final. O confronto será disputado às 17h45 (horário de Brasília) e terá transmissão ao vivo do canal Esporte Interativo. Na fase classificatória, o Brasil venceu a Dinamarca com o placar de 23 a 18. Ambos fizeram parte do grupo B, que teve liderança brasileira e, no qual, as dinamarquesas terminaram em terceiro. Na outra semifinal, a Sérvia, que eliminou ontem a atual campeã Noruega, enfrenta a Polônia. 

 
Depois de um jogo dramático contra a Hungria pelas quartas de final, que foi vencido pelas brasileiras na segunda prorrogação, por 33 a 31, o coração da equipe, certamente, está mais preparado para grandes emoções. Esta é uma fase em que não se permite erros e toda a calma será necessária para barrar as dinamarquesas. Uma das especialistas em entrar em quadra e manter o equilíbrio é a ponta esquerda Samira Rocha, autora do último gol do Brasil na vitória contra as húngaras. "Será um jogo difícil pelas circunstâncias. As duas equipes estão querendo vencer. Certamente, será um confronto como o da Hungria, muito disputado. Tudo o que aconteceu até agora conosco vai ser levado em conta nessa hora. Temos que pegar tudo isso e fazer aumentar a nossa força para conseguir a vitória", comentou a jogadora. 
 
O treinador da Seleção, o dinamarquês Morten Soubak, estará novamente enfrentando seu País de origem e onde iniciou a carreira no handebol. Isso, porém, para ele, não faz muita diferença. "Tenho certeza que a Dinamarca quer vencer tanto quanto nós e precisamos ter muito cuidado. O resultado do nosso primeiro jogo aqui não significa mais nada. E, o fato de eu ser dinamarquês não quer dizer muito, pois cada um vai seguir a sua filosofia", disse. 
 
Para ele, a equipe brasileira merece ter chegado a esta fase por todo o trabalho que tem feito ao longo dos últimos anos. "Vejo nossa equipe mais madura. Para nós foi muito duro ter perdido nas quartas de final em 2011 no Brasil. Significa muito para nós estar nas semifinais. Esse é o resultado de uma combinação do trabalho que estamos fazendo e da experiência que muitas atletas estão ganhando por estarem jogando em equipes europeias e participando de mais campeonatos."
 
O técnico da Dinamarca Jan Pytlick afirma que a equipe está muito feliz por ter chegado até aqui. "Acho que fizemos um jogo muito bom nas quartas, mas é muito importante pensar no jogo de amanhã. Nós perdemos para o Brasil durante a fase classificatória. Estamos com um time jovem e nosso objetivo maior é ganhar uma medalha na Dinamarca em 2015", contou, referindo-se ao próximo Campeonato Mundial Feminino, que será no País nórdico.
 
O Brasil é a única equipe que chegou às semifinais invicta. A Sérvia foi superada pelo Brasil na primeira fase. A Dinamarca perdeu para o Brasil e para a Sérvia. Já a Polônia, que fazia parte do grupo D, sofreu duas derrotas, uma para a Espanha e outra para a Noruega. 
 
Com dez gols marcados no confronto contra a Hungria, a ponta direita Alexandra Nascimento está na quinta colocação da artilharia geral do campeonato, com 41 gols e 66% de aproveitamento nos chutes. Entre as cinco primeiras, ela é a única que pertence a uma equipe que ainda segue na competição. Mesmo caso da goleira Bárbara Arenhart, que é a quarta na posição, com 45% das defesas. 
 
Tabela e resultados do grupo B
(horário de Brasília)
 
Sexta-feira (6)
Sérvia 28 x 26 Japão
 
Sábado (7)
Brasil 36 x 20 Argélia
Dinamarca 44 x 21 China
 
Domingo (8)
China 21 x 34 Brasil
Argélia 14 x 34 Sérvia
Japão 25 x 29 Dinamarca
 
Terça-feira (10)
China 27 x 33 Japão
Brasil 25 x 23 Sérvia
Dinamarca 38 x 20 Argélia
 
Quarta-feira (11)
Brasil 24 x 20 Japão
Argélia 27 x 25 China
Sérvia 23 x 22 Dinamarca
 
Sexta-feira (13)
Japão 32 x 23 Argélia
Sérvia 32 x 18 China
Dinamarca x Brasil
 
Oitavas de final
 
Domingo (15)
Alemanha 29 x 21 Angola
França 27 x 19 Japão
Polônia 31 x 29 Romênia
Dinamarca 22 x 21 Montenegro 
 
Segunda-feira (16)
Hungria 28 x 21 Espanha
Brasil 29 x 23 Holanda
Noruega 31 x 21 República Tcheca
Coreia 27 x 28 Sérvia
 
Quartas de final
Brasil 33 x 31 Hungria
Polônia 22 x 21 França
Dinamarca 31 x 28 Alemanha
Sérvia 28 x 25 Noruega
 
Semifinais
 
Sexta-feira (20)
15h - Sérvia x Polônia
17h45 - Brasil x Dinamarca
 
 
Seleção Brasileira Feminina de Handebol
 
Goleiras - Bárbara Arenhart (Hypo Nö - Áustria) e Mayssa Pessoa (HK Dínamo Volgograd - Rússia).
 
Armadoras - Amanda Claudino de Andrade (Supergasbras/UNC/Concórdia-SC), Deonise Fachinello Cavaleiro (Hypo Nö - Áustria), Eduarda Amorim (Gyori Audi ETO - Hungria) e Karoline Helena de Souza (Team Tvis Holstebro - Dinamarca).
 
Centrais - Ana Paula Rodrigues Belo (Hypo Nö - Áustria), Deborah Hannah Pontes Nunes (Metodista/São Bernardo-SP e Mayara Fier de Moura.
 
Pontas - Alexandra Priscila do Nascimento (Hypo Nö - Áustria), Fernanda França da Silva (Hypo Nö - Áustria), Samyra Pereira da Silva Rocha (Mios Biganos Handball - França) e Mariana Costa (Team Vendyssel - Dinamarca). 
 
Pivôs - Daniela de Oliveira Piedade (Rokometni Klub Krim - Eslovênia), Elaine Gomes Barbosa (Força Atlética-GO) e Fabiana Carvalho Diniz (Hypo Nö - Áustria).
 
Comissão técnica
 
Técnico: Morten Soubak
Assistente técnico: Alex Aprile
Supervisora: Rita Orsi
Médico: Leandro Gregorut Lima
Fisioterapeuta: Marina Gonçalves Calister
Nutricionista: Júlia do Valle Bargieri
Psicóloga: Alessandra Dutra
Massoterapeuta: Aparecida da Rocha Pereira Alves