Handebol londrinense perde patrocínio de universidade

Handebol londrinense perde patrocínio de universidade
Gabriel Inamine/Photo&GrafiaO ano de 2012 definitivamente ficará marcado negativamente na história do esporte londrinense. Depois do Colégio Londrinense anunciar que não investirá no esporte de alto rendimento no ano que vem, ontem foi a vez da Unopar, outra tradicional apoiadora do esporte local, anunciar o corte do patrocínio do handebol masculino. A confirmação foi feita ontem pela manhã ao técnico Giancarlos Ramirez.

''É uma notícia ruim, claro. Ainda mais agora que a Liga (nacional) terá um fortalecimento, com transmissão de TV e mais equipes participando'', lamentou o treinador. A instituição de ensino era patrocinadora máster da equipe já há cinco anos, desde que a Unifil se desligou do projeto.

A justificativa apresentada para o corte, segundo Ramirez, foi a mudança na forma de gerenciamento interno da Unopar, que foi comprada no final do ano passado pelo grupo mineiro Kroton Educacional. ''Eles alegam que o pagamento do patrocínio ficou tudo para a renda do ensino presencial de Londrina, e o valor ficou alto para manter o handebol e a GR (ginástica rítmica)'', explicou o técnico. Para 2013, a tendência é que a Unopar continue patrocinando apenas a GR.

Apesar do corte, a Unopar continua como parceria do handebol masculino, com a cessão de um pacote de 20 bolsas de estudos anual para os jogadores. O valor investido pela universidade londrinense nos últimos três anos, segundo Ramirez, foi de quase R$ 1 milhão, com aproximadamente R$ 310 mil por temporada, sem contar as bolsas de estudo.

Em 2012, o time já havia sofrido com a suspensão do patrocínio da Sercomtel e o corte de 25% da verba do Fundo de Incentivo a Projetos Esportivos (Feipe), da Prefeitura de Londrina, referente ao mês de setembro. Ao final da temporada, o técnico precisou fazer até um empréstimo pessoal de cerca de R$ 40 mil para pagar as dívidas.

Apesar da má notícia, Ramirez garante que não é o fim da trajetória do time, que completou 15 anos de história em 2012. Ele afirma estar próximo de anunciar um substituto para a Unopar. ''Estamos em processo adiantado de negociação com duas empresas, de fora de Londrina. Com uma delas, a chance de um acordo é muito grande, acima dos 70%'', revela o treinador, que contratou até uma agência de marketing para ajudá-lo na missão de manter o time ativo. Outra opção é trabalhar para conseguir liberar junto às estatais os cerca de R$ 900 mil (para duas temporadas), já aprovados pela Lei de Incentivo ao Esporte, do Ministério do Esporte.

''Já chegou a confirmação da nossa participação na Liga do ano que vem e a nossa meta é recomeçar o projeto do zero, montar um time jovem para tentar voltar às finais daqui a dois anos'', projeta.
 
Rafael Souza
Reportagem Local
Folha de Londrina