Importante trabalho dos técnicos na formação dos atletas no handebol

Importante trabalho dos técnicos na formação dos atletas no handebol

O Campeonato Paranaense de Handebol Cadete (Sub-16), em Toledo, realizado nesta semana, foi mais uma grande prova do excelente trabalho que os técnicos realizam nas categorias de base do handebol paranaense, o que tem sido importante para a formação de atletas, não apenas no aspecto técnico, mas também na formação do caráter pessoal de cada um. E evidente que cada um tem a sua história, ligada principalmente ao esporte, onde eles criaram uma relação vindoura e muito interessante.

Durante a disputa no Oeste do Estado, destacamos dois técnicos, que se notabilizaram pelo seu cuidado com os atletas e pelo nível de esportividade e principalmente de relacionamento com os atletas adversários e até mesmo com os próprios companheiros apresentado. São os casos da Leonilda da Silva, 34 anos, de Santo Antônio do Sudoeste, Município do Sudoeste do Paraná (Divisa com a Argentina) e do Adilson Ferreira, o Piuí, de 39 anos, do Município de Floraí, na Região Noroeste Paranaense.

 

Leonilda está no handebol deste os seus 11 anos de idade, já há 10 anos como técnica. Na disputa em Toledo, ela foi apenas com a equipe feminina, composta por 12 atletas. Ela viu a competição deste ano muito nivelada. “Muitas equipes boas tecnicamente, que vieram fortes em busca dos títulos, tanto no feminino como no masculino”, diz Leonilda. Para a disputa, ela veio com as atletas Isabela Bandeira, Isabela Balestrin, Isabela Pilati, Isabela Dambros (quatro Isabelas), Viviane Mantovani, Carolina Ferrari, Alessandra Pauvels, Eloisa Bertolo, Maria Eduarda Machado, Leonara Pereira, Julia Corso e Julia Velter (duas Julias).

 

Ela fala com muito carinho e preocupação com as etapas a serem preenchidas para o bom aprendizado no esporte. “Iniciamos o trabalho com a modalidade em nosso município (Santo Antônio do Sudoeste), com a idade de oito anos, até os 17 anos de idade. Trabalhamos muitas atividades de coordenação, equilíbrio e lateralidade. Buscamos fazer com que a criança aprenda brincando, não pulando as fases de aprendizagem do esporte. Queremos o amadurecimento da aluna/atleta para que possamos tirar o melhor delas dentro de quadra”, afirma a técnica.

Leonilda ainda vê o handebol em ascensão. “Estamos sendo mais divulgados e vistos na mídia, acredito que devido principalmente ao título mundial feminino, em 2013, porém temos muito que melhorar ainda, sermos mais levados ao público”, ressalta. Leonilda começou a treinar em 1993, com 11 anos. Sua primeira participação foi nos Jogos Escolares do Paraná, em 1994, quando foi vice-campeã. Ela jogou até 2001 e depois se dedicou a sua formação curricular e às atividades profissionais. De 2002 a 2007 foi sempre auxiliar técnica. Em 2008, assumiu um concurso no município e passou a dedicar todos os seus dias ao handebol. Em 2009, foiu técnica da seleção paranaense infantil, onde foi campeã nacional.

 

“Me considero uma pessoa calma e gosto de conversas e brincadeiras. Porém, me vejo chata na questão do respeito com as outras pessoas e gosto que me respeitem também. Só questiono quando tenho razão. Vejo que minhas atletas são assim também e tem muita garra dentro de quadra”, analisa. Para a disputa em Toledo, ela veio com o mesmo grupo da disputa do ano passado (2015). Aos que estão iniciando na modalidade, Leonilda deixa uma mensagem especial. “Nosso esporte é difícil sim, mas não desistam. Temos que nos unir para que o handebol seja ainda melhor, cada vez mais, em nosso Estado do Paraná”, conclui a profissional.

 

E o Piuí

O técnico floraiense tem 13 anos como técnico no handebol. Na disputa em Toledo, ele veio com 10 atletas, no feminino, sendo a Nathalia Ferreira, a Lauani, a Ana Flávia, a Beatriz Maziero, a Beatriz Magalhães (duas Beatriz), a Lais, a Julia, a Anne Carla, a Ana Julia e a Gabriela.

 

“Sempre tive muitas boas participações, sempre usei de muitas informações para o bem do esporte e desenvolvimento das minhas equipes, principalmente na base, onde isto é mais necessário, evidentemente, pelo fato de estarmos na formação dos atletas”, destaca. Piuí já foi seis vezes campeão estadual, e sempre procurou trabalhar a modalidade da melhor forma em sua cidade, usando praticamente sempre atletas de base.

São profissionais que com a participação de suas equipes ajudam a elevar a modalidade e principalmente, promover e garantir um bom nível técnico nestas disputas da modalidade handebol no Estado do Paraná, promovidas, em grande parte, pela Liga de Handebol do Paraná (LHPR), como é o caso deste Campeonato Paranaense Cadete (Sub-16).

 

Diego Reis Comunicação

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Campo Mourão - Paraná - Brasil