Londrina pode perder seu capitão, Léo não descarta possibilidade de se transferir para o time de Maringá, onde começou sua carreira

Londrina pode perder seu capitão, Léo não descarta possibilidade de se transferir para o time de Maringá, onde começou sua carreira

Arquivo FOLHADe férias em Maringá, o armador central Léo aguarda propostas para acertar aquele que, provavelmente, será o último contrato como jogador profissional de handebol. Em entrevista à FOLHA, o ex-capitão da seleção brasileira afirmou que pretende atuar por pelo menos mais uma temporada, mas também deixa claro que já planeja o final da carreira, com a transição para a função de treinador.

Aos 35 anos, Léo garante estar bem fisicamente para encarar pelo menos mais um ano atuando em alto nível. ''Estou bem, nas férias tenho mantido a rotina de treinos na academia e corrida'', contou. ''Minha intenção é jogar mais um ano e começar a ter uma vivência numa área que eu quero atuar que é como treinador'', completou.

O armador não descarta, no entanto, continuar jogando em 2014. ''Já em relação ao ano que vem, vou esperar chegar o final deste ano e ver como vou estar'', afirmou o atleta, que já passou por cirurgias nos dois joelhos para reconstrução dos ligamentos, a primeira em 2000 e a outra há cinco anos.

Desde 2004 atuando em Londrina, o jogador admite voltar a atuar em ''casa'' em 2013. Com a indefinição sobre a manutenção da equipe londrinense, que perdeu o patrocínio máster da Unopar para a próxima temporada, Léo revelou que já recebeu uma sondagem de pessoas ligadas à formação do time em Maringá para voltar a jogar pela equipe onde iniciou sua carreira. ''Houve uma conversa, mas nada concreto. Se tiver mesmo o projeto, vamos voltar a conversar e vou analisar a melhor proposta'', disse.

Em Londrina, o técnico Giancarlos Ramirez já deixou claro que não passa por sua cabeça perder seu capitão. O treinador afirmou que assim que tiver acertado os patrocínios para manutenção da equipe, vai procurar Léo para renovar o contrato. Já em relação a Maringá, tradicional celeiro de formação de jogadores da modalidade, o time da cidade voltará a disputar a principal competição do país após três anos de ausência.

A volta de Maringá será apenas uma das atrações da próxima edição da Liga Nacional, que, segundo garante a Confederação Brasileira de Handebol (CBHb), contará com a participação de 12 times e terá, depois de muito tempo de negociação, patrocinadores exclusivos e transmissão de uma emissora esportiva.

''Tudo isso também serve de motivação para quem está no esporte. A gente espera que represente um 'upgrade' que o handebol sempre precisou. Os clubes e a seleção só têm a ganhar com isso. A Confederação tem agora a 'faca e o queijo na mão', mas é preciso saber vender o produto para o esporte deslanchar'', encerrou Léo.
 

Rafael Souza
Reportagem Local

Folha de Londrina