Paixão pelo handebol ajuda atletas a superar câncer

Paixão pelo handebol ajuda atletas a superar câncer

Quando o esporte entra na vida de uma pessoa é capaz de transformar histórias, como é o caso dos jogadores de handebol da equipe de Rondon, Wesley Pereira Soares e José Vitor Urgniani. Eles disputaram pela primeira vez o Campeonato Paranaense de Handebol Cadete Sub 16, entre quinta-feira (04) e domingo (07), no distrito de Entre Rios – Colônia Vitória, em Guarapuava.

 

Os dois atletas prodígios são titulares do selecionado rondonense e em comum tem a paixão pelo handebol e pela vida. Desde os três anos de idade, José luta contra a leucemia (doença maligna dos glóbulos brancos que tem como principal característica o acúmulo de células jovens anormais na medula óssea, que substituem as células sanguíneas normais). Atualmente a doença está no estágio de germinação, período de cinco anos em que pode regredir ou progredir. “Tenho acompanhamento médico para apurar o estágio da doença, no próximo ano encerra o período de germinação aí vou fazer uma bateria de exames para saber com maior exatidão se o câncer regrediu ou não. Eu me sinto bem e forte, do contrário não estaria jogando, tenho força suficiente para jogar e por isso acredito que estou curado”, diz confiante o central, que treina há dois anos handebol e já ocupa lugar de destaque entre os titulares.

 

José sonha ter uma oportunidade de jogar em um clube maior para chegar a vestir a camisa da Seleção Brasileira. “Meu maior desejo é este, espero poder realizar. O handebol me deu uma oportunidade a mais para lutar pela vida, eu jamais vou desistir dos meus sonhos porque é em quadra que eu me sinto realizado, forte e preparado para qualquer combate”, afirma o camisa 8 com um sorriso no rosto ao relembrar que agora conta com o apoio da mãe para jogar. “Ela antes não gostava que eu fosse jogar, agora ela me apoia mais, fica preocupada que não estou em casa e me liga direto, mas é amor de mãe e eu entendo a preocupação dela”, assegura.

 

Já o goleiro Wesley descobriu em maio de 2013 que tinha um câncer conhecido como “linfoma não hodgkin” (a doença afeta as células, vasos e órgãos do sistema linfático, responsável por ajudar na defesa do corpo contra ameaças externas, como vírus e bactérias), logo em seguida começou o tratamento e há pouco mais de seis meses recebeu o diagnóstico que estava curado. “Tenho acompanhamento médico mensal para fazer a limpeza do cateter e de seis em meses tenho que fazer exames para saber como anda a minha saúde”, conta o jogador que sonha em se profissionalizar e defender a Seleção Brasileira. “Depois de superar a doença o meu maior desejo é defender a Seleção Brasileira, estou treinando muito para ter uma oportunidade”, ressalta.

 

Os dois jogadores agradecem ao professor Donizete Pereira da Silva pela força e cuidado que o profissional tem com eles. “O Donizete é como um pai pra gente, sempre estende a mão quando precisamos de alguma coisa, ele representa muito pra nós, sem ele não estaríamos em quadra, é um verdadeiro paizão”, reconhecem.

 

Com um olhar fraterno, Donizete é só elogios para os meninos. Rondon encerrou sua participação na competição estadual na 17ª colocação. “Tenho muito orgulho destes meninos, da coragem e da força de vontade que eles têm para jogar. A equipe veio disputar a competição para ganhar experiência e não para buscar os primeiros lugares”, frisa o treinador.

 

O Campeonato Paranaense Sub-16 contou com o apoio da Prefeitura de Guarapuava, da Secretaria do Estado do Esporte e do Turismo, da Confederação Brasileira de Handebol, do CREF9/PR, da Associação Paranaense de Árbitros de Handebol e tem o patrocínio das empresas Kagiva e Caio Eventos.

 

Assessoria de Comunicação

Texto e Fotos: Jaqueline Galvão

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