Peculiaridades interessantes no Paranaense de Handebol Cadete

Peculiaridades interessantes no Paranaense de Handebol Cadete

O esporte traz imagens e fatos muito interessantes. E no Campeonato Paranaense de Handebol Cadete (Sub-16), encerrado no último final de semana, em Toledo, não faltaram fatos interessantes. Entre eles, um atleta (pequenino), em estatura, mas com muito companheirismo e determinação quando entrava em quadra (sem temer os maiores). Outro fato interessante, na mesma equipe, foi a presença de pai (e filho) como técnico, e atleta, ao mesmo tempo. Sem contar a presença de árbitros de outros Estados Brasileiros, que vieram para o Paraná trabalhar na competição e participar de um curso de ascensão nos quadros de arbitragem nacional.

 

Destaque entre os “Grandes”

Tiago Alves de Oliveira, 12 anos, tem altura de aproximadamente 1,30 metros. Ele tem três irmãos, mais que também jogam o handebol. A estatura é baixa, mas a determinação é grande e a vontade de vencer também. Ele disputou o Campeonato Paranaense de Handebol Cadete pela equipe Prefeitura Municipal de Castro/Handebol, jogando na armação.

“Comecei a jogar na minha cidade mesmo, em Castro, na minha escola, no Colégio Estadual Maria Aparecida Nisgoski, e tenho tido muito incentivo em minha família. Faz três anos que comecei e jogar e gosto muito do handebol, quero chegar no profissionalismo e também na seleção brasileira”, afirma. Ele ainda gosta de jogar tênis de mesa, e vê sua participação em disputas estaduais com muita empolgação e alegria. “Que todos que estão no handebol, no esporte, continuem na modalidade e que persistam”, afirmou.

Seu técnico, Marcial Rugiski, vê a participação do atleta com muita importância e destaque. “Ele já tem irmãos que também jogam, tem um grande futuro, certamente, como atleta, é um excelente menino, na sua escola só tem notas boas, e dentro da sua idade já é um grande líder, certamente. Ele não tem medo dos outros atletas, por sua estatura, vai pra cima mesmo, e será um grande atleta no futuro, tenho certeza disso”, afirma, com muita propriedade, o seu técnico.

 

O técnico e o filho

Marcial também tem mais um motivo para orgulho dos atletas de sua equipe. É a presença do seu filho em quadra, o Lucas Bugdol Rugiski, que acabou saindo como atleta destaque da quadra em alguns jogos disputados. “Sou filho do técnico, jogar com o meu pai é bom pelo fato de desde mais novo estar jogando, viajando, e isso ajuda muito. Tenho 14 anos, meus irmãos também jogam, e compomos a verdadeira família handebol”, afirma Lucas.

 

Árbitros de “Fora”

Por participarem de um curso, na cidade da disputa, de ascensão ao quadro nacional de arbitragem, vários árbitros de outros Estados Brasileiros estiveram em Toledo, também atuando em quadra, na disputa. Foram cariocas, catarinenses, paulistas, gaúchos e mineiros. E uma destas profissionais foi a paulista Nathália de Castro, 31 anos, de Santos (Litoral do Estado de São Paulo).

A árbitra deixou claro que foi muito importante trabalhar na disputa, cujo convite foi recebido com muita satisfação, pelo fato principalmente do curso, um desejo que eu também tinha. “É a primeira vez que eu venho ao Estado do Paraná, gostei da competição, nível dos jogos bem interessante, e foi bem legal estar participando. O curso também foi excelente, pelo contato com diversos outros profissionais, o que proporcionou uma integração, um intercâmbio e troca de experiências”, afirmou, deixando claro que foi de grande valia. “Tendo conhecimento da regra podemos apitar jogos em diversos locais”, concluiu a árbitra, que também já foi atleta do Município de Santos.

Para Ésilo de Melo, Diretor de Árbitros da Confederação Brasileira de Handebol, o curso, que foi organizado em conjunto com a Liga de Handebol do Paraná (LHPR) e a Prefeitura Municipal de Toledo e a Universidade Paranaense (Unipar), teve fundamental importância no âmbito de preparar os árbitros para atuar em disputas nacionais. “Tivemos aqui profissionais de vários Estados Brasileiros, em 12 duplas, todos aceitaram bem, são profissionais que já atuam em seus estados, tem uma experiência, existiu uma certa ansiedade por parte dos mesmos pela questão do aprendizado e novas informações obtidas, mas foi tudo a contento”, destaca o dirigente.

De acordo com o mesmo, foram trabalhadas as novas regras, instituídas neste ano na modalidade, e avaliações foram feitas. “Alguns profissionais trabalharam na avaliação do trabalho destes árbitros durante os jogos trabalhando na disputa, algumas regras novas mais impactantes foram bem trabalhadas também na teoria e na prática, porém, não tivemos muitas dificuldades para este trabalho”, ressaltou, dizendo ainda que as análises foram feitas também por meio de vídeos, sendo apresentadas e de acordo com o necessário, feitas algumas correções.

“Era uma competição da base, o que também facilitou, até certo ponto, este repasse de informações, o que com certeza enriqueceu o conhecimento de todos, para que os mesmos pudessem ter o potencial para estarem participando de futuras disputas nacionais. Resumindo, foi um trabalho de lapidação destes mesmos”, finaliza Ésilo, que também é árbitro paranaense da modalidade, também atuando internacionalmente, em mundiais, e desde 2013 na direção de arbitragem nacional.

 

A Competição

O Campeonato Paranaense de Handebol Cadete/Sub-16 contou com o apoio da Prefeitura Municipal de Toledo, por intermédio da Secretaria de Esporte e Lazer, da Associação Toledense de Handebol, da Federação Internacional de Handebol (IHF), da Confederação Brasileira de Handebol, da Secretaria do Estado do Esporte e do Turismo (SEET), da Associação Paranaense de Árbitros de Handebol (APAH), do CREF9/PR, e ainda tem o apoio das empresas Taluana Sports e Caio Eventos.

 

 

Diego Reis Comunicação

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