Técnico espanhol pretende renovar seleção de handebol

Técnico espanhol pretende renovar seleção de handebol
 
Jordi Ribera veio a Londrina para assistir ao duelo entre Unopar e Itapema pela Liga Nacional
Em sua volta à seleção brasileira masculina de handebol, o técnico espanhol Jordi Ribera recebeu da Confederação Brasileira de Handebol (CBHb) a missão de fortalecer o time nacional visando a disputa dos Jogos Olímpicos, no Rio de Janeiro, em 2016. Para tanto, o treinador, que esteve em Londrina ontem para assistir ao duelo entre Unopar Londrina e Itapema (SC) pela Liga Nacional, entende que renovar é preciso. Ele, no entanto, descarta mudar 100% o grupo que fracassou na tentativa de levar a seleção a Londres.

"A renovação nunca pode ser completa. É sempre preciso manter uma base de jogadores que já tenham experiência internacional. Não pode ter um grupo novo sem experiência, pois temos três, quatro anos para se chegar aos Jogos do Rio e é pouco tempo para formar estes jogadores", afirmou o treinador.

E, este processo de montagem do novo time brasileiro passa por uma série de visitas que o espanhol pretende fazer para avaliar quem já conhece e descobrir novos talentos. "O trabalho de treinador (da seleção) configura muitas atividades e entre elas pretendo estar com os treinadores das equipes, que de alguma forma são responsáveis pelo alto rendimento no Brasil", destaca.

Ribera, que nos últimos anos dedicou-se ao trabalho de formação e a ministrar palestras por todo o mundo, disse que pretende voltar com os intercâmbios, uma das atividades mais eficientes realizadas em sua primeira passagem pela seleção, de 2005 a 2008. "No adulto, é preciso observar para eleger bem quais os jogadores que podem estar em 2016, e, além de treiná-los, dar possibilidades de intercâmbios internacionais para que possam evoluir jogando com os melhores de outros países. Esse é um dos pontos mais importantes, sobretudo na seleção adulta", observa.

Outro fator importante para o treinador é fortalecer a principal competição da modalidade no Brasil, a Liga Nacional. "Seria interessante termos mais clubes para que quando os jogadores terminem as etapas de formação possam seguir vinculados e em atividade, além de buscar mais investimentos para que cada vez tenhamos mais condições para trabalhar. Está claro que nossa competição ainda está longe do nível europeu e isso significa que precisamos trabalhar muito mais", receita o ex-treinador da seleção argentina. Em 2012, por exemplo, o torneio conta com apenas sete participantes. Para o ano que vem, a promessa da CBHb é de que pelo menos mais três sejam incorporadas à disputa.

Em sua primeira competição depois da volta à seleção, Ribera foi vice-campeão pan-americano, em junho, na Argentina. Perdeu a decisão justamente para os donos da casa, mas classificou o time para o Mundial da Espanha, em janeiro do ano que vem, competição para a qual o treinador não se mostra muito otimista. "Acabamos de suspender uma atividade que teríamos na Espanha por problemas econômicos e isso é um passo atrás na preparação imediata para o Mundial. Com muitos jogadores novos fica difícil esta preparação e também difícil fazer uma avaliação do que pode acontecer no Mundial", admite o comandante. Não bastasse a dificuldade na preparação, o time brasileiro ainda caiu no grupo mais difícil, que tem, além dos rivais "hermanos", Alemanha, França, Montenegro e Tunísia.
 
Rafael Souza
Reportagem Local