Árbitros paranaenses são graduados para atuarem em competições nacionais

10/03/2020 13:10
De Cascavel, Jaqueline Galvão - Durante a 14ª Paraná Handebol Cup, a Confederação Brasileira de Handebol (CBHb) em parceria com a Liga de Handebol do Paraná (LHPr), e com apoio da Associação Paranaense de Árbitros de Handebol (APAH), realizou o Curso de Ascensão de Árbitros à Categoria Nacional C. Ao todo, 20 profissionais participaram do treinamento, que incluiu teoria, prática e teste físico. 
 
Árbitros paranaenses que ascenderam à categoria nacional C (Foto: Jaqueline Galvão/LHPr)
 
Das cinco duplas paranaenses, quatro foram graduadas e estão aptas a atuarem em competições nacionais: Matheus Kauê Smaniotto e Igor Franco; Wallysson Matheus Pereira da Silva e Guilherme Gonçalves; Douglas Fernando Queiroz da Silva e Lucas Dezembro; além de Celso Luiz Pommerening e Vinicius Francisco Lopes. 
 
Também receberam a graduação Adriano Macedo e Paulo Leite; e Henrique Godoy e Adriano Rocha, ambas duplas de São Paulo; Emerson Ayala e Luiz Eduardo Campos Siqueira, de Mato Grosso do Sul; Tiago Costa e Lucas Chede, de Santa Catarina, e ainda Cléber Rodrigues e Claudete Rodrigues, do Distrito Federal.  
 
Com a ascensão à nacional C os árbitros podem apitar campeonatos brasileiros menores (infantil e cadete), Jogos Escolares da Juventude e na Liga Nacional. “Vai ter uma bela renovação. São jovens promessas, que ainda podem alcançar algo muito maior. Essa graduação é uma conquista para a CBHb, que há muitos anos não conseguia promover árbitros para o quadro nacional do Mato Grosso do Sul e do Distrito Federal, ultima vez foi em 2004”, elencou o diretor de árbitros da CBHb, Clodoaldo Paz.
 
Árbitros do Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Distrito Federal receberam graduação para atuar em competições nacionais (Foto: Jaqueline Galvão/LHPr)
 
Durante a capacitação, Paz explanou sobre as principais exigências nos eventos nacionais, situações de jogo com nível superior, novidades da Federação Internacional de Handebol (IHF), regulamentação e aprofundamento de detalhes das regras, entre outros assuntos. 
 
Após a parte teórica, os profissionais foram avaliados em atuação na Paraná Handebol Cup, evento que abriu o calendário esportivo da modalidade e neste ano reuniu 40 equipes em busca do título estadual. “Para ser árbitro é preciso ter vocação, personalidade, além disso, é necessário ver se todo o conhecimento teórico o árbitro consegue aplicar na prática, porque não adianta saber tudo de regra, se quando coloca o apito na mão não faz nada daquilo que estudou. Outras questões observadas são postura, movimentação, altivez, entrega dentro do jogo, comprometimento e concentração”, enumerou Paz.
 
Em paralelo, os árbitros foram submetidos ao Teste de Legér (Vai e Vem ou Bip), seguindo os padrões da Federação Internacional de Handebol (IHF). A atividade consistia em 10 minutos de corrida em 20 metros na quadra, com o aumento gradativo da velocidade. 
 
Entre os palestrantes também estava o árbitro internacional Adriano Macedo, que acompanhou Paulo Leite, com quem forma dupla, em sua busca de graduação, oportunidade que abordou sobre a importância da preparação física do árbitro, situações de jogo como o tiro de sete metros, progressividade das punições, vantagens e a construção de um bom árbitro. 
 
Segundo Paz, atualmente a CBHb possui em seu quadro de arbitragem 60 duplas nacionais em atuação, tendo apenas os estados de Roraima e Acre sem representantes. 
 
Arbitragem do Paraná
De acordo com o diretor de arbitragem da CBHb, o Paraná tem excelentes profissionais em atuação, que, comparado a nível nacional tem grande destaque. Além dos árbitros graduados, o Estado conta duas duplas continentais: Sandra Quadros e Juliana Lima, além de Natal Vilela e Jefferson Souza. “A arbitragem do Paraná não tem nada a dever para arbitragem do Brasil”, frisou Paz, enaltecendo: “Tive uma grata surpresa ao me deparar com tantos árbitros jovens e tão talentosos. São pedras brutas prontas para serem lapidadas, já conseguimos visualizar o algo mais, eles demonstraram muita personalidade, coragem, vontade, são estudiosos, pessoas boas em grupos, interessadas em crescer dentro do handebol e provaram serem muito capazes”, evidenciou. 
 
Parceria entre CBHb e LHPr
De acordo com o diretor de árbitros da CBHb, Clodoaldo Paz, a excelente estrutura oferecida pela LHPr aliada a realização de um evento que envolve um grande volume de jogos foram determinantes para trazer a capacitação para a região Sul do país. “O Paraná possui uma localização geográfica que facilita a logística dos participantes, além disso, a Liga ofereceu uma estrutura privilegiada com um grande evento, que possibilita muitos jogos, o que nos proporciona fazer uma boa avaliação prática, observando os árbitros em atuação, isso é um grande facilitador. Outro detalhe foi a condição técnica dos jogos, que exigiram bastante dos árbitros, com isso conseguimos realmente identificar os talentos que vieram para o evento”, destacou.   
Diretor de árbitros da CBHb, Clodoaldo Paz: "A Liga de Handebol do Paraná é uma das federações que mais abriram suas portas para a CBHb. Desde que iniciei como árbitro em 1992 ouvia falar sobre as coisas que aconteciam no handebol do Paraná" (Foto: Jaqueline Galvão/LHPr)
 
Paz ressalta que a Liga de Handebol do Paraná sempre foi uma grande parceira da Confederação Brasileira de Handebol. “A Liga de Handebol do Paraná é uma das federações que mais abriram suas portas para a CBHb. Desde que iniciei como árbitro em 1992 ouvia falar sobre as coisas que aconteciam no handebol do Paraná. Quando o Victor Martinez e o Ésilo de Melo foram diretores de árbitros da entidade trouxeram muitos eventos para o Estado, estou seguindo esse mesmo caminho, porque aqui nós temos algumas vantagens que talvez não conseguíssemos encontrar em outros locais, dentre elas uma excelente organização, sempre nos atenderam muito bem, os eventos são de muito boa qualidade técnica, e material humano, pessoas extremamente dedicadas, esforçadas, que querem o bem do handebol e é isso que nós buscamos”, frisou.
 
Perspectiva na arbitragem internacional
Segundo Paz, o Brasil tem direito a três vagas no quadro de arbitragem internacional da IHF, tendo no momento apenas uma dupla em atuação Nilson Menezes e Rogério Pinto (SP), uma das mais bem sucedidas duplas brasileiras e que estão se aposentando das quadras devido à idade. “Irão abrir essas vagas na IHF, o que dá para os árbitros vislumbrarem um futuro no handebol. As portas estarão abertas, existem as vagas e elas precisam ser preenchidas, então quem estudar, se dedicar, estiver bem fisicamente, quem conseguir atingir aquilo que se espera de um árbitro internacional as oportunidades estarão à sua frente e é só agarrá-las”, enfatizou.
 
O profissional tece elogios aos árbitros graduados e vislumbra neles um futuro melhor para a arbitragem de handebol no Brasil. “Ver um grupo tão bom quanto foi este nos dá esperança de pensar em um futuro melhor para a arbitragem do país”, enalteceu.
 
Novo curso
Com a realização do curso de graduação na região Sul, Paz adianta que o quadro nacional está composto por bons árbitros, passando a planejar a ascensão de categoria para profissionais que já atuam em competições nacionais. “Todos os estados tiveram oportunidade de indicar seus árbitros, agora é o momento de avaliar os que já foram aprovados para ver se já têm condições de evoluir de categoria”, expôs.
De Cascavel, Jaqueline Galvão - Durante a 14ª Paraná Handebol Cup, a Confederação Brasileira de Handebol (CBHb) em parceria com a Liga de Handebol do Paraná (LHPr), e com apoio da Associação Paranaense de Árbitros de Handebol (APAH), realizou o Curso de Ascensão de Árbitros à Categoria Nacional C. Ao todo, 20 profissionais participaram do treinamento, que incluiu teoria, prática e teste físico. 
 
Das cinco duplas paranaenses, quatro foram graduadas e estão aptas a atuarem em competições nacionais: Matheus Kauê Smaniotto e Igor Franco; Wallysson Matheus Pereira da Silva e Guilherme Gonçalves; Douglas Fernando Queiroz da Silva e Lucas Dezembro; além de Celso Luiz Pommerening e Vinicius Francisco Lopes. 
 
Também receberam a graduação Adriano Macedo e Paulo Leite; e Henrique Godoy e Adriano Rocha, ambas duplas de São Paulo; Emerson Ayala e Luiz Eduardo Campos Siqueira, de Mato Grosso do Sul; Tiago Costa e Lucas Chede, de Santa Catarina, e ainda Cléber Rodrigues e Claudete Rodrigues, do Distrito Federal.  
 
Com a ascensão à nacional C os árbitros podem apitar campeonatos brasileiros menores (infantil e cadete), Jogos Escolares da Juventude e na Liga Nacional. “Vai ter uma bela renovação. São jovens promessas, que ainda podem alcançar algo muito maior. Essa graduação é uma conquista para a CBHb, que há muitos anos não conseguia promover árbitros para o quadro nacional do Mato Grosso do Sul e do Distrito Federal, ultima vez foi em 2004”, elencou o diretor de árbitros da CBHb, Clodoaldo Paz.
 
Durante a capacitação, Paz explanou sobre as principais exigências nos eventos nacionais, situações de jogo com nível superior, novidades da Federação Internacional de Handebol (IHF), regulamentação e aprofundamento de detalhes das regras, entre outros assuntos. 
 
Após a parte teórica, os profissionais foram avaliados em atuação na Paraná Handebol Cup, evento que abriu o calendário esportivo da modalidade e neste ano reuniu 40 equipes em busca do título estadual. “Para ser árbitro é preciso ter vocação, personalidade, além disso, é necessário ver se todo o conhecimento teórico o árbitro consegue aplicar na prática, porque não adianta saber tudo de regra, se quando coloca o apito na mão não faz nada daquilo que estudou. Outras questões observadas são postura, movimentação, altivez, entrega dentro do jogo, comprometimento e concentração”, enumerou Paz.
 
Em paralelo, os árbitros foram submetidos ao Teste de Legér (Vai e Vem ou Bip), seguindo os padrões da Federação Internacional de Handebol (IHF). A atividade consistia em 10 minutos de corrida em 20 metros na quadra, com o aumento gradativo da velocidade. 
 
Entre os palestrantes também estava o árbitro internacional Adriano Macedo, que acompanhou Paulo Leite, com quem forma dupla, em sua busca de graduação, oportunidade que abordou sobre a importância da preparação física do árbitro, situações de jogo como o tiro de sete metros, progressividade das punições, vantagens e a construção de um bom árbitro. 
 
Segundo Paz, atualmente a CBHb possui em seu quadro de arbitragem 60 duplas nacionais em atuação, tendo apenas os estados de Roraima e Acre sem representantes. 
 
Arbitragem do Paraná
De acordo com o diretor de arbitragem da CBHb, o Paraná tem excelentes profissionais em atuação, que, comparado a nível nacional tem grande destaque. Além dos árbitros graduados, o Estado conta duas duplas continentais: Sandra Quadros e Juliana Lima, além de Natal Vilela e Jefferson Souza. “A arbitragem do Paraná não tem nada a dever para arbitragem do Brasil”, frisou Paz, enaltecendo: “Tive uma grata surpresa ao me deparar com tantos árbitros jovens e tão talentosos. São pedras brutas prontas para serem lapidadas, já conseguimos visualizar o algo mais, eles demonstraram muita personalidade, coragem, vontade, são estudiosos, pessoas boas em grupos, interessadas em crescer dentro do handebol e provaram serem muito capazes”, evidenciou. 
 
Parceria entre CBHb LHPr
De acordo com o diretor de árbitros da CBHb, Clodoaldo Paz, a 
excelente estrutura oferecida pela LHPr aliada a realização de um evento que envolve um grande volume de jogos foram determinantes para trazer a capacitação para a região Sul do país. “O Paraná possui uma localização geográfica que facilita a logística dos participantes, além disso, a Liga ofereceu uma estrutura privilegiada com um grande evento, que possibilita muitos jogos, o que nos proporciona fazer uma boa avaliação prática, observando os árbitros em atuação, isso é um grande facilitador. Outro detalhe foi a condição técnica dos jogos, que exigiram bastante dos árbitros, com isso conseguimos realmente identificar os talentos que vieram para o evento”, destacou.   
 
Paz ressalta que a Liga de Handebol do Paraná sempre foi uma grande parceira da Confederação Brasileira de Handebol. “A Liga de Handebol do Paraná é uma das federações que mais abriram suas portas para a CBHb. Desde que iniciei como árbitro em 1992 ouvia falar sobre as coisas que aconteciam no handebol do Paraná. Quando o Victor Martinez e o Ésilo de Melo foram diretores de árbitros da entidade trouxeram muitos eventos para o Estado, estou seguindo esse mesmo caminho, porque aqui nós temos algumas vantagens que talvez não conseguíssemos encontrar em outros locais, dentre elas uma excelente organização, sempre nos atenderam muito bem, os eventos são de muito boa qualidade técnica, e material humano, pessoas extremamente dedicadas, esforçadas, que querem o bem do handebol e é isso que nós buscamos”, frisou.
 
Perspectiva na arbitragem internacional
Segundo Paz, o Brasil tem direito a três vagas no quadro de arbitragem internacional da IHF, tendo no momento apenas uma dupla em atuação Nilson Menezes e Rogério Pinto (SP), uma das mais bem sucedidas duplas brasileiras e que estão se aposentando das quadras devido à idade. “Irão abrir essas vagas na IHF, o que dá para os árbitros vislumbrarem um futuro no handebol. As portas estarão abertas, existem as vagas e elas precisam ser preenchidas, então quem estudar, se dedicar, estiver bem fisicamente, quem conseguir atingir aquilo que se espera de um árbitro internacional as oportunidades estarão à sua frente e é só agarrá-las”, enfatizou.
 
O profissional tece elogios aos árbitros graduados e vislumbra neles um futuro melhor para a arbitragem de handebol no Brasil. “Ver um grupo tão bom quanto foi este nos dá esperança de pensar em um futuro melhor para a arbitragem do país”, enalteceu.
 
Novo curso
Com a realização do curso de graduação na região Sul, Paz adianta que o quadro nacional está composto por bons árbitros, passando a planejar a ascensão de categoria para profissionais que já atuam em competições nacionais. “Todos os estados tiveram oportunidade de indicar seus árbitros, agora é o momento de avaliar os que já foram aprovados para ver se já têm condições de evoluir de categoria”, expôs.